Brasil Game Show 10 – Visitamos a maior feira de games da América Latina

Impressões que tivemos nos dois dias que visitamos a décima edição da maior feira de games da América Latina,  a Brasil Game Show 10.

O evento Brasil Game Show, ou para os mais antenados “BGS“, se tornou o maior e mais esperado evento de games no Brasil. E a sua décima foi realmente histórica com a presença de ilustres personalidades dos mundos dos games como Hideo Kojima (série Metal Gear e Kojima Productions), David Crane (criador do game Pitfall), Nolan Bushnell (ex-diretor da Atari ) e Ed Boon (co-criador de Mortal Kombat) e outros importantes desenvolvedores e artistas com grande relevância no universo dos games. Também de praxe a presença das principais empresas do mercado como Playstation, Xbox, Ubisoft, Activision trazendo novidades para as mais diversas plataformas de games como consoles, PC e mobile.

Caneca Mocha com chaveiro de biscoito

O evento traz aos visitantes da feira a oportunidade de testar os próximos lançamentos, games em desenvolvimento, produtos e brindes exclusivos e ver de perto, ou mesmo conhecer, personalidades da internet que fazem a cabeça do público jovem. Também traz exposições e painéis de palestrantes relacionado ao mundo pop em geral, obviamente com foco em games.

Gente para caramba, meu amigo.

Credenciado como imprensa, tive o privilégio de poder comparecer no dia que quisesse para poder acompanhar todas as atividades que podia considerar interessante. Com isso, escolhi os dias 12 e 15 para as minhas visitas, infelizmente não podendo comparecer na quarta-feira, dia reservado exclusivamente para imprensa aonde seria possível ter acesso aos games de forma mais tranquila comparado a um dia aberto ao público. E isso foi determinante para que minha atenção fosse voltada a uma área da feira reservada exclusivamente aos desenvolvedores de games independentes, ou na maneira ‘cool’ de dizer, indies.

Não podendo comparecer no dia reservado a imprensa, as filas para jogar games esperadíssimos como Forza MotorSport 7, Call of Duty WWII, Destiny 2, Far Cry 5, jogar no novo console Xbox One X (na qual diversos protótipos rodavam Assassins Creed: Origins) ou mesmo testar games em VR para Playstation 4, me obrigaram a acompanhar as jogatinas a distância, diferente  dos visitantes que venceram as longas filas e foram recompensados com uma breve jogatina. Como meu espirito jovem para encarar esse tipo de coisa provavelmente já morreu, me contentei a apenas ver as novidades e os conteúdos apresentados pela grandes marcas. Veja abaixo uma galeria de fotos de uma visão geral da feira.

Na Área Indie

Mas a redenção veio a mim, na forma de Área Indie, aonde expositores menores ansiavam por apresentar seus jogos ao maior número possível de visitantes. Desenvolvedores brasileiros trouxeram seus projetos em diferentes estágios de desenvolvimento, alguns praticamente estavam prontos e sendo comercializados enquanto outros estavam, em muitos casos, em fase inicial de desenvolvimento. E como é fantástico conversar com desenvolvedores com brilho nos olhos, orgulhosos pelos visitantes estarem se divertindo e até sugerindo ideias ou melhorias para seus games.

Estande do divertidissímo No Heroes Here

A variedade de propostas de jogabilidade, inovação artística, conceitos e outros aspectos gamísticos foi enorme e duvido que alguém que tenha visitado a área não tenha comprado ou começado a acompanhar o progresso de um ou mais jogos. Eu mesmo adquiri um cópia do game Madcap Castle, em uma box exclusiva e ainda fui agraciado com duas licenças pelo desenvolvedor Diel Mormac (Obrigadão 😉 ) que serão sorteados para os leitores do Japan Zone em breve. Fique ligado.

Com a possibilidade de jogar os games indies com calma, praticamente passei 90% do meu tempo nessa área e conhecer jogos que considero promissores e outros que já são sucessos. Uma impressão que tive após visitar uma série de estandes nessa área é de como a produção e a qualidade dos games brasileiro evoluiu.

Quando visitei o festival BIG neste mesmo ano de 2017, conheci alguns jogos nacionais que nada deviam aos concorrentes estrangeiros nas diferentes categorias que disputavam, porém a quantidade de games nacionais era pequena em comparação ao total com isso não tinha como ter um noção de como estava o nível de produção do mercado brasileiro. Na BGS, consegui enxergar que mesmo com todas as dificuldades que é produzir ou criar em nosso país, conseguimos chegar em um nível de qualidade que rivaliza com os países mais tradicionais na produção de jogos. Por exemplo, jogue uma partida de Valgard And the Armor of Achilles e depois me diga se esse jogo foi criado por uma empresa como a Ubisoft ou por uma dupla de desenvolvedores de Porto Alegre.

https://www.youtube.com/watch?v=NPiz4_F8Z1k

Continuando no assunto, outro aspecto que merece ser destacado é a criatividade e a inovação em gameplays. Você conseguia notar a cada estande que visitava um esforço em criar novas mecânicas em ‘jogabilidade’ e trazer originalidade ao produto apresentado.

Minha cópia exclusiva do game Madcap Castle adquirado somente na BGS.

Houve uma época em que os desenvolvedores procuravam se inspirar ou emular as características de jogos americanos e japoneses tradicionais, e isso de certa forma não fornecia ao jogador uma experiencia única fazendo com que o mesmo preferisse o título original. Mas agora, estamos numa  época brilhante para o desenvolvimento de jogos brasileiros aonde a criatividade é o instrumento que faz os jogos dessa safra terem aspectos nunca vistos por estas terras.

No próximo artigo vou trazer uma análise sobre os seguintes jogos:

  • Madcap Castle (Diel Mermac / Indústria de Jogos)
  • Volgard and the armor of Achilles (Revolver Studio)
  • Trajes Fatais (Onanim)
  • No Heroes Here (Mad Mimic)
  • Yokai Killer (Dark Paladin)
  • Avalom – Ancestral Heroes

Um abraço e até lá!