Especial Halloween games de Terror – PARTE 1

E chegou o Halloween,  ou para nós aqui da terra tupiniquim o “Dia das Bruxas”, e para entrar no clima decidi fazer um artigo sobre um dos gêneros mais atrativos dos videogames o TERROR!

O COMEÇO

O gênero nasceu na literatura depois foi transportado para o cinema teve a sua experiência aperfeiçoado nos videogames, sendo que agora você não é mais um mero espectador da história e sim o personagem principal que deve sobreviver e desvendar a trama seja lá qual ela for, me lembro que o primeiro jogo de terror que joguei foi no Dactar um clone do Atari 2600 8 bits (sim o apesar de não parecer ele é 8 bits), na época a criançada chamava esse jogo de Sexta-feira 13 em referência ao filme de Jason de 1980, apenas anos mais tarde fui descobrir que o jogo era na verdade baseado no filme Halloween de 1978 (que sou grande fã), ele até simulava o tema clássico do filme toda vez que Michael Myers aparecia, o que me deixava mais “cagado” ainda para jogar.

A partir dai a coisa foi só piorando para mim, digo isso em um sentido positivo, já que a evolução dos videogames possibilitou que os desenvolvedores criassem novos jogos com jogabilidades e gráficos que me aterrorizavam cada vez mais, um que talvez você não conheça é Sweet Home de 1989 foi um jogo de NES produzido pela Capcom em paralelo ao filme homônimo japonês, survival horror com elementos de RPG ele criou mecânicas de jogabilidade inovadoras para a época, tanto que foi baseado nele que Shinji Mikami anos mais tarde deu a luz a Resident Evil que falaremos mais a frente, o game não teve distribuição aqui no ocidente por isso não o conheci na época, mas agora não tem desculpa e qualquer um pode joga-lo por emulador, e se você for sagaz até uma room traduzida para o português pode ser encontrada.

ANOS 90

Já na era dos 16 bits a coisa ficou mais sombria, porque agora os jogos não queriam apenas ter a ambientação de terror mas também te causar medo, um deles que se destaca é Clock Tower de 1995 desenvolvido pela Human para SNES, nesse jogo você encarna Jenniffer Simpsom, órfã de 14 anos adotada pela família Barrows que vive em uma mansão isolada na floresta, assim que chega na casa coisas estranhas revelam que ali não é seguro e que agora ela precisa sobreviver ao mal que ali abita.  Aclamado pela critica, o jogo é envolvente possuindo um roteiro intrigante que se desenvolve em 9 finais diferentes algo que era inovador para a época,  Clock Tower possui uma mecânica de point and click, igual aos jogos de PC em que se deve arrastar uma seta para o local que se deseja que o personagem interaja, mas o fator que deixa o jogador realmente tenso no Gameplay é que Jenniffer não possui ataques e sua única forma de defesa é se esconder esperando que não seja encontrada pelo Serial Killer que a persegue, essa sensação de impotência e de arrancar os cabelos e me deixava roendo as unhas. O jogo teve uma sequencia para PS1 que utiliza a mesma jogabilidade o que muda são apenas os gráficos em 3D, lembro que meu pai adorava me ver jogando, ele se sentia vendo um filme de terror quando aparecia o “cara da tesoura”, outra coisa do game que me deixava com os cabelos em pé era a abertura, com o narrado com voz incrivelmente sombria, eu quase infartava.

EVOLUÇÃO GRÁFICA + TERROR = CAGAÇO!

Em 1996 eu chegava na próxima geração dos videogames quando tive o privilégio de jogar Playstation na locadora perto de casa, me lembro até hoje um dos primeiros jogos que explorei, Resident Evil. Fiquei boquiaberto em perceber que o game era um filme de terror interativo com gráficos espetaculares e jogabilidade inovadora, difícil, mas inovadora, outro titulo que assombrou minhas noites ainda mais quando meu irmão conseguiu compra-lo e me colocou para jogar sem poder salvar (memory card era caro gente),  então a minha experiência foi algo único que deixava a tensão (e o medo) lá em cima já que eu não poderia morrer senão teria que começar tudo de novo (mas sempre morria na cobra mesmo), cheio de puzzles e com uma história incrível para quem gosta de mistérios, o primeiro jogo da série é considerado por muitos como  o melhor da franquia, e com certeza jogarei o seu remake Resident Evil HD Remaster em breve.

Quando eu achava que nada ia superar o terror que passei jogando Resident Evil eis que surgi Silent hill, ai sim a coisa ficou séria, o jogo não só te dava susto mas mexia com sua cabeça, o terror psicológico era inspirado nos filmes e histórias japonesas, o nível de medo que sentia jogando era o de largar tudo e sair da sala, mas eu não conseguia, o jogo era hipnótico e eu tinha que termina-lo. O primeiro Silent hill é realmente um jogo que mudou a forma de se apresentar uma história de terror, mas é sua sequência para PS2 que conseguiu transcender e evoluir isso numa trama  intimista, que te pertuba e questiona sobre as ações do personagem no jogo, realmente insano.
Eu como fã da franquia estava ansioso po ver Silent HillS, que seria o novo jogo da franquia que será produzido por Hideo Kojima e Guillermo Del Toro  mas como sabemos isso não vira a acontecer, mas quem sabe não?

E fechamos a primeira parte do artigo, amanhã eu postarei a segunda contando um pouco sobre a 6º e 7º geração de consoles e como novas formas de assustar os jogadores surgiram.

Agora vou dormir e escrever mais amanhã, mas acho que vou deixar a luz acessa…