• Publicado em 24.07.2017
  • Por Iran Alves

Como foi Anime Friends 2017 em nossa visita – Parte 1

Veja como foi nossa visita a Anime Friends 2017, trazemos uma pequena análise das atrações e stands presentes no evento.

Fomos presenteados com um par de ingressos como imprensa para o evento Anime Friends 2017 pela assessoria de imprensa da Yamato, organizadora do evento.

Para mim, seria uma experiencia nova em eventos de animes de grande porte, havia muito tempo que não participava de uma Anime Friends, na verdade a última vez que fui em uma, o evento ainda era pequeno e a máxima divulgação que tinha era uma nota na revista Animax ou semelhante. Portanto, se reconheceu o nome da revista mencionada está entendendo que já faz “décadas” dessa minha ultima participação.

Entrada da Anime Friends 2017.

Então eu, Iran, e minha patroa fomos com espirito de novatos, ou melhor, de verdadeiros noobs dispostos a aproveitar o evento sem comparar com edições anteriores, por isso se o texto parecer trivial, desde já peço paciência e que compadeça de minha ignorância.

Escolhi domingo, dia 9 de Julho, para fazermos nossa visita como imprensa por diversos motivos, por ser um dia naturalmente mais tranquilo, menos trânsito, vaga fáceis para estacionar e também por se meu dia de folga e descanso. Decidimos estacionar o carro em uma rua próxima ao evento pelo motivo que o custo de uma vaga por 12hs no estacionamento do Transámerica Expo Center, girava em torno de R$ 50Pode ser que a comodidade de ter o carro próximo a entrada do evento valesse a pena, mas decidi não gastar esse dinheiro e caminhamos 10 minutos até o local.

Ao chegarmos, realizamos nosso credenciamento rapidamente e sem nenhuma burocracia e nos direcionamos a entrada determinada à imprensa. Logo ao entrar fui direto na exposição “Beco dos Artistas” aonde pude conhecer diversos projetos de mangás, hq’s, livros e animações nacionais promissores. Tive a oportunidade de conversar com cada expositor e ele apresentar seu projeto, revelar detalhes da produção e a luta que artistas independentes enfrentam para poder compartilhar suas ideias ao publico e também as grandes editoras.

Dentre os projetos que posso destacar está o projeto A lenda de Bóia de Léo D. Andrade, com roteiro dele mesmo e ilustrações de Wal Souza. Esse mangá nacional me impressionou de diversas formas, como roteiro inspirado no folclore cultura brasileiro, mais precisamente das tribos de índios tupi-guarani,  no qual suas lendas e histórias se fazem presente na revista. Os desenhos e ilustrações são de qualidade a nível internacional, e não estou exagerando, ao folhear a edição senti como se estivesse de fato com um mangá japonês em mãos, tamanho o talento dos artistas envolvidos na produção.

Mais detalhes dos projetos você pode encontrar na página oficial do projeto no Facebook e ainda saber como adquirir a revista e ajudar na continuação do projeto.

O mangá A Lenda de Bóia. Ao lado uma foto minha com o autor, Léo Andrade.

Outro projeto super bacana envolve o anime mais querido do Brasil, estamos falando de Cavaleiros do Zodíaco: A Saga dos Deuses, fanzine de Diego Maryo. Segundo o próprio Diego, o fanzine é feito de fã para fã em uma forma de homenagear e manter viva a criação de Kuramada. Ele também me confessou que esse tipo de projeto tem de se manter como independente, pois já sofreu uma série “notificações não legais” no projeto por parte da empresa dona dos direitos dos Cavaleiros do Zodíaco que não vê com bons olhos esse tipo de trabalho.

Diego Maryo, o autor do fanzine Cavaleiros do Zodíaco: a saga dos deuses.

Em minha modesta opinião, acredito que esse projeto não tem como finalidade “fazer dinheiro” a custa do trabalho de Masami e sim perpetuar a memória do anime de maior sucesso no Brasil, apresentando ao público mais jovem como foi fenômeno do anime em nosso país. Se quiser dar uma força peço que acesse o site do fanzine, lá você encontra outras informações dessa produção nacional.

No Beco dos Artistas, pode conhecer outros projetos bacanas como Grakorius de André Adler, uma hq no estilo God of War que conta a história de um orc em busca de sua verdadeira história e identidade. Também pude conhecer a graphic novel Aurora de Felipe Folgosi, ex-ator da Globo, um projeto financiado pelo Catarse em 2014 e os fanzines autorais Incosequentes e Seca de Raul Muradi com forte inspiração nos filmes do Tarantino, segundo ele mesmo.

Segue o link de cada projeto para que possa acompanhar:

Essa atração de exposição de artistas independentes está em uma crescente nos eventos da cultura pop e aos poucos ajudando a cena de artistas que desejam atingir o grande publico com uma obra original e totalmente nacional. Me faz lembrar o tempo dos pequenos eventos de exibição de animes nos anos 90, quando os fanzineiros carregavam cópias de sua criação debaixo do braço e ganhavam o dia quando alguém comprava um exemplar. Bons tempos aqueles.

Essa foi a primeira parte de como foi a Anime Friends 2017 em nossa visita. Em breve, a segunda na qual falaremos das outras atrações do evento como os shows e stands. Confira abaixo uma pequena galeria de imagens do Beco dos Artistas e até a segunda parte.